Cleto Campelo e a Coluna Prestes em
Pernambuco

No começo do século passado, no ano de 1926, a Coluna Prestes atravessava os sertões do Nordeste, na sua caminhada de rebeldia e em busca de apoio para combater o governo central da época, que representava os interesses das oligarquias nacionais. Nas suas movimentações táticas sempre procurava a ajuda das populações interioranas, embora nem sempre fosse recebida com alegria, senão com medo e desconfiança.

Ao aderir a esse processo de revolta, Cleto Campelo esteve em contato com o general Isidoro Dias Lopes, na Argentina, que a apoiava a Coluna e fora o principal comandante das tropas que se levantaram em São Paulo (SP), no dia 5 de julho 1924, contando com a participação dos tenentes, principalmente. Tomando conhecimento dos planos, de luta contra as oligarquias políticas de então, voltou clandestinamente a Pernambuco em aventurosa viagem, onde até foguista se tornou em navio costeiro. Tinha ordens de preparar o levante que apoiasse e servisse de suporte à coluna rebelada, quando esta cruzasse o sertão pernambucano.

Como militar, Cleto chegou de volta ao Recife (PE) no início de 1926, transferido do Rio de Janeiro (RJ) onde servia. Veio com um plano secreto de “levantar parte do exército pernambucano e juntar-se à Coluna Prestes” que, no dia 02 de Fevereiro daquele ano, chegara ao interior do Estado, entrando pela fronteira com a Paraíba.
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