Resumo
Para registro de memória lembramos que, no dia 1º de abril de 1964 foi desfechado um golpe contra o então presidente João Gourlart, que havia sido eleito constitucionalmente, promovido por setores civis e militares conservadores. Era então o Dia da Mentira...

Destarte, o Brasil passou a vivenciar por longos 21 anos um regime de exceção e arbítrio, no qual era comum a perseguição, a prisão e a morte, em face das ações repressivas.

Alguns sobreviveram na clandestinidade, outros se exilaram ou foram barbaramente trucidados nas masmorras dos órgãos de segurança do Estado, tendo os seus corpos enterrados em lugares desconhecidos até os dias de hoje por seus familiares e amigos de luta. Uma ignomínia praticada acintosamente contra todo o povo brasileiro.

Em nome e em defesa de uma “falsa democracia” agentes civis e militares praticaram atos abomináveis e eliminaram pessoas em seguidas sessões de interrogatórios, por todo o país, ocultando – deliberadamente - os cadáveres. Entretanto, os governos pós-redemocratização não assumiram a responsabilidade histórica de passar a limpo esse nosso passado recente.

Após mais de três décadas do término da ditadura, ainda
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