O humanista Apolônio de Carvalho
A trajetória do revolucionário que combateu pelas liberdades democráticas e conquistas sociais.

Aline Scarso, da Redação
em 23/02/2012

O preso político Newton Leão Duarte conta no livro 68: a geração que queria mudar o mundo: relatos de um fato extraordinário presenciado em 1970, quando estava encarcerado no Prédio de Investigações Criminais (PIC) do1º Batalhão de Polícia do Exército, no Rio de Janeiro (RJ).

Na ante sala da sua cela, pela primeira vez pode observar um preso enfrentando os torturadores, que o obrigavam a tirar a roupa para iniciar a sessão de abusos e tortura.

Começou-se uma luta corporal e aos gritos o tenente inquisitor chamava os cabos de guarda para ajudá-lo. “Com a chegada dos reforços, o recalcitrante, que insistia em nãose submeter ao capricho dos carrascos, foi dominado e fez-se silêncio”. Depois disso, Duarte diz que pode observar o preso lutador: “Vi um homem de meia idade, deitado com a barriga para baixo, as mãos e pés amarrados às costas, o corpo marcado pelos sinais da luta, maltrapilho, porém, vitorioso porque vestido!”, conta.

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