“Que continuem a luta de João Pedro e a
minha”, diz Elizabeth Teixeira

Mayrá Lima e Marina Costa, de Brasília (DF)

No meio de 18 mil pessoas, surge uma senhora idosa. A voz é baixa, mas o microfone ajustado faz com que a força da história possa levar que todos e todas presentes no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, a uma recuperação de memória. Não individual, mas àquela que se carrega quando se nasce, que já vem enraizado nos que lutam pela terra, dignidade e sobrevivência. O reencontro com um passado não tão distante assim, mas fundamental para que àquelas tantas mil pessoas pudessem estar exatamente ali, diante dos olhos fortes e das mãos calejadas.

Elizabeth Teixeira, 82 anos, é o nome desta senhora. O que ela foi levar ao 5º Congresso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foi sua luta dentro das Ligas Camponesas, junto ao seu esposo, João Pedro Teixeira, o fundador das Ligas entre os camponeses de Sapé, na Paraíba. De repente, atenção a cada etapa contada. Uma história de luta e, ao mesmo tempo, por que não, de amor pelo esposo e ao povo do campo que, mesmo com com a morte de João Pedro Teixeira, a fez continuar. Uns se emocionam. Os nordestinos se orgulham, afinal, uma paraibana. Uma salva de palmas e pronto? Não! Hora de jantar. Mas ainda são 5 da tarde? Perguntamos. “Ela dorme cedo”, disse uma das
próxima