Dia da mulher num mundo em crise
A vulnerabilidade das mulheres se manifesta em muitos aspectos. No Iraque, onde os Estados Unidos executam uma devastadora guerra desde 2003, a dependência aos maridos se converteu num assunto sério.

Uma crônica recente do The New York Times lançou cifras escandalosas ante os leitores de todo o orbe.

Ao redor de 740 mil mulheres perderam seus maridos e agora são um exército de viúvas sem meios para manter a família.

Houve época, diz o jornal, em que o sistema de apoio extensivo às famílias, os vizinhos e as mesquitas, cuidavam das viúvas, mas hoje as organizações governamentais e de serviço social asseguram que as necessidades excedem a ajuda disponível.

Estima-se que uma de cada 11 mulheres iraquianas entre 15 e 80 anos perdeu seu companheiro na guerra. Um bom número delas, para sobreviver, deve aceitar matrimônios temporários, relações sancionadas pela tradição chiita.

Outras se tornam prostitutas e algumas se unem à insurgência por um pagamento estável, ou simplesmente vagabundeiam em busca de algo para dar de comer a seus pequenos.

Segundo as estatísticas nacionais, cerca de 120 mil viúvas (uma de cada seis aproximadamente) recebem
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