Movimento Feminino pela Anistia
(uma história que não pode ser esquecida)
Autora: Camilla Guerra - Jornalista

É mais do que necessário destacar, nos dias de hoje, a importância do Movimento Feminino pela Anistia (MFPA) onde, mais uma vez, as mulheres desempenharam papel pioneiro na história. Num primeiro momento, foram as mães, irmãs e filhas dos atingidos que se uniram em torno de um objetivo comum, a busca de familiares desaparecidos e a defesa dos familiares presos, logo em seguida esse movimento cresceu e se politizou envolvendo os mais diversos setores da sociedade.

O MFPA surgiu a partir de um grupo de mulheres de categorias sociais e profissionais distintas – donas de casa, universitárias, profissionais liberais –, que no Ano Internacional da Mulher lançavam um movimento em favor da paz e da conciliação nacional. Além de sua coordenadora, Terezinha Zerbini, o MFPA contava com mães e parentes de presos e perseguidos políticos, como Branca Moreira Alves, Iracema Teixeira e Regina Sodré Von der Weid.

O ano de 1975 foi considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o primeiro Ano Internacional da Mulher. A partir disso, a luta pela anistia ganhou cada vez mais força, deixando de ser uma reivindicação para se tornar um movimento. Por iniciativa da advogada Terezinha Zerbini, esposa do general cassado Euriale
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